“Hora de escrever aquela aventura ‘rápida, divertida e furiosa’ para o jogo com a galera no fim de semana!”
- Narrador (inspirado).
Saudações aventureiros selvagens!
Conforme prometido anteriormente pelo Veterano, hoje a coluna Material Selvagem finalmente retoma as atividades, trazendo mais um artigo do blog Savage Stuff com dicas sobre como escrever aventuras para Savage Worlds. Dessa vez, Richard Woolcock compartilha conosco algumas dicas a respeito da criação de Aventuras Rápidas para o sistema, as quais podem ser facilmente adaptadas para escrever Contos Selvagens ou Episódios de Ponto Chave. Boa leitura! Criando uma Aventura Rápida, um Conto Selvagem ou um Episódio de Ponto Chave Por Richard Woolcock Tradução da postagem Designing a One Sheet, Savage Tale, or Plot Point Episode do blog Savage Stuff.
Já falei anteriormente sobre Séries de TV como Campanhas de Pontos Chave, Episódios de Pontos Chave vs. Contos Selvagens vs. Aventuras Rápidas, e até mesmo apresentei uma Visão Geral do Design para uma Campanha de Pontos Chave. Mas, depois de lançar uma Aventura Rápida gratuita para Drakonheim no mês passado, Ron Blessing sugeriu que eu também descrevesse meu processo para escrever Aventuras Rápidas (que são essencialmente a mesma coisa que Contos Selvagens e Episódios de Pontos Chave).
Então, sem mais delongas, aqui estão meus oito passos para criar Aventuras Rápidas...
Aviso: Nem é preciso dizer que esta é apenas a minha abordagem pessoal, e que outras pessoas provavelmente fazem as coisas de maneira diferente. Mas isso funciona para mim, então talvez seja útil e/ou interessante para outras pessoas.
Passo #1: Visão Geral da Aventura
O primeiro passo é elaborar uma visão geral da aventura. Se for um Episódio de Ponto Chave, já deve haver uma Visão Geral no resumo da Campanha; caso contrário, terei que escrevê-la. Não precisa ser algo muito longo; um único parágrafo com cerca de 40 a 50 palavras já é suficiente - gosto de pensar nisso como um “argumento de venda rápido” para a minha aventura.
Quando estou em busca de inspiração, um dos truques que costumo usar é dar uma olhada nas imagens de banco de imagens do DriveThruRPG.com, encontrar uma ilustração que me agrade e ver se consigo pensar em uma maneira de criar uma aventura em torno dela. Uma vantagem adicional dessa abordagem é que, na hora de fazer a diagramação final, não preciso ficar procurando por ilustrações adequadas.
Passo #2: Divisão da Aventura
O próximo passo é dividir a aventura em diferentes seções, o que, conceitualmente, é muito semelhante a dividir uma campanha em uma série de episódios com pontos-chave da trama, só que em uma escala muito menor. Minha abordagem habitual (que também pode ser vista em minhas Aventuras Rápidas gratuitas) é escrever uma breve introdução seguida por cinco seções com títulos, cada uma geralmente correspondendo a uma cena diferente; e então, listo quaisquer PdMs no final.
No fim das contas, pretendo escrever cerca de 1.200 palavras, o que dá uma média de 200 palavras para a introdução e mais 200 palavras para cada uma das cinco seções, embora isso seja apenas uma orientação aproximada - geralmente acabo com seções maiores e menores, e a contagem final de palavras também pode variar um pouco (embora eu me esforce bastante para ficar dentro do intervalo de 1.000 a 1.400 palavras).
No entanto, nesta fase, gostaria apenas de enumerar as cinco seções, talvez acompanhadas de uma breve descrição para cada uma.
Passo #3: Escopo da Seção
Agora, examino cada uma das seções adicionando detalhes, embora isso seja feito na forma de anotações resumidas, em vez de uma descrição propriamente dita.
A maneira mais fácil de definir as seções é fazer com que cada uma descreva uma cena ou desafio específico, possivelmente incorporando uma mecânica de jogo específica. Por exemplo, a cena de abertura pode envolver um Interlúdio enquanto os heróis se apresentam uns aos outros; uma cena de investigação pode envolver uma Tarefa Dramática ou um Conflito Social (ou até mesmo apenas um teste de atributo padrão), uma cena de luta pode ser resolvida como um combate normal ou pode usar as regras de Combate Rápido, e assim por diante.
Procuro garantir que a cena final envolva um encontro de combate, uma perseguição ou uma tarefa dramática; caso contrário, o desfecho da aventura pode parecer um tanto anticlimático. Também procuro evitar usar cada uma dessas três mecânicas mais de uma vez por aventura, pois isso pode acabar parecendo um pouco repetitivo - se a história precisar de uma segunda cena de luta, por exemplo, prefiro usar as regras de Combate Rápido em uma delas.
Passo #4: Redação da Seção
Neste ponto, cada seção não passa de um pouco mais do que algumas anotações rápidas, talvez duas ou três frases no máximo, mas já deve haver um esboço suficiente para que eu saiba o que precisa ser feito.
Então, vou trabalhando em cada uma das seções, desenvolvendo as cenas e explicando a mecânica. Como mencionei anteriormente, cada seção possui em média cerca de 200 palavras, mas muitas vezes haverá uma ou duas seções maiores e mais detalhadas, e uma ou mais seções menores e mais concisas. Normalmente, procuro escrever 300 palavras para as seções maiores e 100 palavras para as menores, mas, novamente, essas são apenas orientações gerais.
Passo #5: Revisar e Aperfeiçoar
Neste ponto, a aventura está praticamente concluída em termos de conteúdo, embora geralmente ainda esteja muito extensa e provavelmente contenha erros. Gosto de fazer várias revisões do documento nesta etapa, reduzindo-o para cerca de 1.200 palavras enquanto faço uma revisão minuciosa.
Passo #6: Diagramação e Revisão Final
Assim que o conteúdo estiver finalizado, é hora de diagramar. Isso significa copiar tudo para o Scribus, adicionar as ilustrações e os avisos legais e, em seguida, fazer uma revisão final. Muitas vezes, também costumo reformular e reorganizar o texto nesta etapa, para garantir que ele se alinhe perfeitamente com as ilustrações e as margens.
Passo #7: Verificações Finais
Em teoria, a aventura já está concluída, mas há uma série de verificações de última hora que preciso fazer, como garantir que estou usando travessão curto em vez do hífen padrão, verificar se todos os elementos estão na camada correta, conferir se incorporei todas as fontes, passar todos os blocos de estatísticas dos PdMs pela minha ferramenta de análise e assim por diante.
Passo #8: Peça a Opinião de um Amigo
Embora eu já tenha revisado o documento várias vezes até este ponto e verificado tudo o que consigo imaginar, muitas vezes é difícil encontrar meus próprios erros; por isso, é nesse momento que peço a alguns amigos para darem uma olhada. Mathew Halstead e Manuel Sambs costumam ser muito gentis e me dão um retorno valioso, e Marcelo Paschoalin frequentemente tem ótimas sugestões sobre a apresentação. Obrigado, pessoal, agradeço muito :)
Nota do Veterano: como devem ter observado, a coluna Material Selvagem recebeu um pequeno “upgrade”, possuindo agora uma identidade visual própria, assim como a inclusão do texto referente a Licença de Fã. Conteúdos postados anteriormente no blog também receberão estas alterações futuramente, assim como atualizações pontuais para a edição mais recente do sistema.
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