domingo, 20 de setembro de 2015

PdM - Capitão Solomon McConnor, o Alma Negra - Parte 2

Postagem de Oportunidade – Especial Dia Mundial do Pirata


Yo ho ho e uma garrafa de rum! Saudações, lobos do mar! Dando continuidade a postagem realizada ontem em comemoração ao Dia Mundial do Pirata, segue a segunda parte do artigo. E, caso os ventos da boa sorte soprem em meu favor, a parte final desta ‘série não planejada’ de artigos será postada amanhã.

“Você acredita MESMO que a morte é a pior coisa que o destino pode lhe reservar?
Então pense outra vez, seu verme, pois não faz ideia do quanto está enganado...”
- Capitão Solomon McConnor, o Alma Negra

Sua Queda, Maldição e Ascensão Sombria:
A partir desse ponto, a história carece de detalhes. O pouco que se sabe, são oriundos de registros incompletos e relatos confusos, sussurrados por velhos, ensandecidos e nada confiáveis marinheiros.

A verdade é que, após incontáveis meses (ou anos), o ‘Subjugador de Tempestades’ chegou ao seu destino: uma ilhota que fazia parte de um arquipélago até então desconhecido – há quem diga que o Capitão Solomon precisou recorrer a meios místicos agourentos para encontrá-lo – onde se localizava as ruínas do que outrora talvez tivesse sido algum tipo de templo, erigido por alguma civilização há muito esquecida em tempos imemoriais e agora extinta. Mas o que realmente interessava ao ganancioso capitão e sua tribulação ainda estavam lá: inúmeras pilhas de joias e moedas de ouro até aonde a vista podia alcançar. As estranhas e peculiares marcas de cunhagem das moedas pouco importavam... afinal, ouro é ouro em qualquer lugar.

Contudo, a que eles não contavam era com o fato de estarem profanando um antigo local de veneração de uma entidade caótica e ancestral e saqueando suas oferendas... e o pior: cujos poderes e influência ainda faziam-se presentes naquele lugar.

Alguns dias depois, já em mar aberto e com a embarcação abarrotada com um incalculável tesouro, o Capitão Solomon recebeu em sua cabine uma visita inesperada, para não dizer impossível: uma manifestação espectral e fantasmagórica da entidade de quem havia obtido seu precioso butim!

Para surpresa do pirata, a aparição lhe fez uma proposta simples: caso fosse capaz de vencer um desafio que lhe seria proposto – o qual estaria ao alcance da realização de meros seres mortais – ele e sua tripulação poderiam partir com os tesouros em segurança; caso contrário, teriam que arcar com as consequências.

O fim do Subjugador de Tempestades
Então, o arrogante Solomon McConnor aceitou o desafio... mas o acaso da boa sorte não favorecera sua ousadia dessa vez.

O capitão perdera o desafio. E no limiar do crepúsculo daquele fatídico dia, o ‘Subjugador de Tempestades’ foi ironicamente subjugado por uma violentíssima tempestade jamais vista ou registrada. Gritos de desespero foram sufocados pelo ribombar de trovões, enquanto a vida dos marinheiros se esvaía em meio à fúria do oceano. Em segundos, o outrora poderoso galeão fora feito em pedaços como se fosse um reles escaler. E a posse do tesouro fora reclamada pelas águas.

Em situações normais, diversos povos considerariam a morte como o maior pagamento possível para uma afronta e uma dívida. Todavia, no caso de Solomon McConnor, sua morte foi apenas o início do seu acerto de contas.

Não se satisfazendo em obliterar sua embarcação e tomar a vida de seus comandados, bem como sua própria, a entidade torturou o que sobrou do espírito do Capitão Solomon por um infindável período de tempo. Distorcendo, moldando, fragmentando e remontando-o ao seu bel prazer, até que aquele novo ”passatempo” tornar-se uma atividade entediante, enfadonha e sem graça. E quando finalmente se cansou, devolveu o que restara do alquebrado espírito do capitão a uma agora decrépita carcaça que seu corpo se tornara. E amaldiçoou-o com uma última e derradeira tarefa: recuperar TODO o tesouro que havia sido saqueado de seu templo – o qual a própria caótica entidade ardilosamente fez com que as correntes oceânicas espalhassem pela vastidão do mundo - e devolvê-lo ao seu sagrado local de origem. Caso essa tarefa fosse cumprida, ele e sua tripulação talvez pudessem finalmente desfrutar de seu descanso final.

Mas Solomon McConnor já não mais existia. Em seu lugar, havia apenas um arremedo sombrio, insano e corrompido do homem que fora outrora. Agora existia somente uma Alma Negra.
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